HOMEOPATIA E CARACTERÍSTICAS HOMEOPÁTICAS

HOMEOPATIA E CARACTERÍSTICAS HOMEOPÁTICAS
ROSMEIRE PAIXÃO é Homeopata Clássica Terapeuta CONAHOM 1274 email: rosmeire.homeopatias@gmail.com

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

HOMEOPATIA - GANGRENA: CINCO ESTUDOS DE CASOS DE GANGRENA, PREVENÇÃO DA AMPUTAÇÃO COM A TERAPIA HOMEOPÁTICA.

#homeopatiajundiai

Fonte: https://homeosapiens.com.br/index.php/noticias-footer/8-posts-articles/82-estudos-de-caso-gangrena
Um ser humano não está compartimentado em seus sistemas orgânicos. O corpo funciona e reage como um todo. Além disso, o corpo e a mente formam um complexo completo e devem ser tratados como tal, a fim de melhorar os resultados na saúde. As emoções e os pensamentos têm uma grande influência no funcionamento do corpo. O sistema imunológico não responde apenas aos estímulos externos, mas também àqueles internos, até mesmo aos da mente. A menos que esta integridade seja reconhecida e honrada, poderemos estar limitando a nossa abordagem de tratamento. [3] Ao entender a totalidade do organismo humano, qualquer doença poderá ser tratada com a utilização da força do corpo para se curar. A homeopatia utiliza essa força e impele a capacidade do indivíduo, conforme necessário, para superar os obstáculos da doença.


RESUMO


A gangrena e suas amputações associadas são clinicamente desafiadoras, mas a Homeopatia oferece opções de terapia. Nesta série de casos, são apresentados 5 casos, nos quais o tratamento homeopático impediu a amputação de uma parte do corpo. A homeopatia estimula a capacidade de cura do corpo através de seus mecanismos imunológicos; consequentemente, realiza a cicatrização de feridas e estabelece a circulação na parte gangrenosa. Ao invés de concentrar-se nos fenômenos locais da patologia da gangrena, o tratamento foca nas indicações gerais do sistema imunológico, salientando o importante papel do sistema imunológico como um todo. O objetivo foi mostrar, através dos relatos de casos, que a terapia homeopática é capaz de tratar a gangrena sem a amputação da parte gangrenosa e, portanto, é uma substituição notável a ser considerada no tratamento da gangrena.


A gangrena é uma condição caracterizada pela necrose de uma parte do corpo devido à falta de circulação, lesão ou infecção. O tecido se esgota de oxigênio e finalmente morre. Muitas condições podem levar à gangrena, as mais comuns são: lesões periféricas, doenças vasculares (por exemplo, no tabagismo crônico e diabetes mellitus) e infecções. E também, poderá ocorrer em certas doenças hematológicas, como na policitemia. A gangrena é classificada como seca, úmida ou gasosa. Na gangrena seca, existe uma linha clássica de demarcação entre os tecidos necrótico e normal. Quando a causa da gangrena se encontra nos vasos sanguíneos (por exemplo, na doença vascular periférica e policitemia), existe uma área morta claramente definida com pouca ou nenhuma descarga ou pus. A gangrena úmida geralmente ocorre em casos de infecção e lesão; a área necrotizante pode estar suja; pode estar inchando, com descarga e descamação. Às vezes, isso ocorre até mesmo em uma área de gangrena seca, caso ocorra uma infecção secundária na lesão. A gangrena gasosa é a infecção específica por Clostridium perfringens, que libera toxinas produtoras de gás; provocando o borbulhamento dos tecidos. As gangrenas úmida e gasosa se espalham muito rapidamente. Além disso, devido às toxinas liberadas, a sepse resultante pode ser fatal em um período muito curto. Estes casos geralmente requerem amputação da parte do corpo. No entanto, nos casos em que tais medidas drásticas não podem ser justificadas, o tratamento inclui debridamento e tratamento das feridas, revascularização e oxigenoterapia hiperbárica.
O ônus da amputação (em geral) é bastante pesado. Globalmente, um milhão de amputações ocorrem a cada ano; aproximadamente uma amputação a cada 30 segundos. Estima-se que o número de amputados atingirá 435 milhões até 2030; destes, mais de 54% serão afetados somente por doenças vasculares periféricas, especialmente pela diabetes mellitus. [1] Além disso, a mortalidade entre as pessoas que sofrem amputação é muito alta, especialmente se tiverem doenças vasculares. [2] Uma outra sobrecarga causada pela gangrena é a afecção psicológica que os pacientes amputados sofrem; o ciclo de medo, depressão e pânico é prejudicial para a sua melhora. [3] Finalmente, a amputação é realizada geralmente em pacientes com o comprometimento do fluxo sanguíneo, o que reduz suas chances de cicatrização de feridas, mesmo após a cirurgia. [4] Apresentamos aqui 5 casos, nos quais o tratamento homeopático impediu a amputação de uma parte do corpo. Esses pacientes foram tratados no Center for Classical Homeopathy, em Bangalore, Índia. 
Todos os pacientes foram submetidos ao curativo regular da gangrena, como parte do tratamento, sem o uso de nenhum antisséptico, exceto a tintura-mãe de Calendula officinalis, que foi utilizada com a finalidade de limpeza. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética ou Júri de Revisão Institucional e foi obtido o consentimento informado para o trabalho, o qual foi realizado em conformidade com o código de ética da Associação Médica Mundial (Declaração de Helsinque) para experimentos que envolvem humanos.
RELATOS DE CASOS
Caso 1
Uma mulher de 60 anos apresentava úlceras no pé esquerdo; figura 1
• Diabética há 18 anos; utilizava 30 unidades de insulina por dia
• A úlcera piorou progressivamente ao longo do mês e a amputação foi programada
• Havia uma descarga negra e sanguinolenta da úlcera. O sangramento era profuso e odor intolerável
• Estava presente uma dor no pé, mas sem nenhuma sensibilidade ao toque. Havia também dormência em ambas as pernas
• O apetite estava reduzido e ela estava sem dormir
• Ela reclamou de uma sensação de frio no corpo, e suas extremidades estavam frias ao toque. 
Aqui, havia um comportamento específico dela que chamou a atenção do homeopata. Ela era indevidamente rude com o marido enquanto com os outros, seu comportamento era cortês. Em consulta, o marido confirmou que ela era mais rude com os familiares.
Prescrições e acompanhamento
As prescrições homeopáticas para este caso foram Sepia, Silica e Sulphur em sequência, ao longo de 3 meses [Tabela 1 e Figura 1a-f]. Durante este período, foi estabelecida a cicatrização da ferida; após 3 meses, ela estava andando sem ajuda. Posteriormente, ela continuou o tratamento para a diabetes.
Discussão
Neste caso, a amputação ao nível do joelho já estava agendada. Dessa forma, a cura da gangrena e a preservação do membro através da terapia homeopática foram notáveis. A estase circulatória, juntamente com a indiferença que ela mostrou em relação ao marido indicaram Sepia.[5] Pode-se notar também que Sepia é um dos principais remédios para extremidades frias e para úlceras no pé. [6] O remédio foi alterado para Silicea devido à mudança na natureza da descarga. Mais tarde, ela começou a ficar quente e a glicemia sanguínea aumentou. Ela também exibiu fome voraz e fome às 11 da manhã. Nesse momento, Sulphur foi prescrito. Na homeopatia clássica, um remédio por vez é administrado ao paciente e as regras também afirmam que quando um determinado medicamento deixa de agir (indicado pela alteração dos sintomas ou agravação do estado de melhora através da medicação anterior), é hora de reconsiderar e dar o próximo remédio indicado. Agora, este deverá concluir a ação que foi iniciada pelo remédio anterior. [7]



 
Caso 2
Um homem de 45 anos com gangrena do dedo mínimo; Figura 2 (a-e).
• O inchaço estendeu-se para a articulação do metacarpo
• Havia ardor intenso na palma da mão
• Não sentia dor na parte gangrenosa
• As extremidades tremiam
• Ele sentia náusea ao pensar e sentir cheiro de comida e era incapaz de comer
• Ele apresentava uma acuidade visual reduzida nos últimos 8 anos
• Ele era alcoólatra e fumante nos últimos 25 anos
• Seu nível de glicemia sanguínea estava normal
• A sede estava aumentada, com a necessidade frequente de beber, até mesmo à noite
• Ele estava inquieto na cama.
• Ele desejava limões e sal
• Ele sentia calafrios frequentemente
• Doppler arterial do seu membro superior direito sem nenhum estreitamento/ estenose significativo nas artérias até o pulso; doença do pequeno vaso distal/doença embólica não pôde ser descartada
• Neste caso, nenhuma outra medicação alopática ou outros foram empregados, exceto os que foram mencionados.
Prescrição e acompanhamento
O remédio homeopático, Arsenicum album 12C, 5 vezes ao dia por 1 mês, foi prescrito [Tabela 2]. A medicação não foi alterada durante todo o período de 1 mês, após o qual o paciente parou tratamento devido à cicatrização completa da gangrena.
Discussão 
Este caso demonstra a facilidade com que a gangrena é cicatrizada em um caso descomplicado. Aqui, não havia diabetes mellitus, mas havia um histórico de tabagismo pesado, o que pode ter afetado os vasos distais, ocasionando a gangrena. O Arsenicum album é um dos remédios que apresentam a putrefação como sua característica e é utilizado extensivamente nas condições sépticas. [8] O mesmo remédio também auxiliou neste caso. A patologia e a sintomatologia foram bem cobertas pelo remédio, por isso a recuperação completa e rápida.



Caso 3
Um homem de 59 anos de idade apresentou recaída da gangrena diabética; o seu pé direito estava gangrenoso há 3 semanas. Dois anos antes, o mesmo pé estava gangrenoso, e o segundo dedo do pé foi amputado.
• O pé direito estava dolorido
• O pé gangrenado estava inchado, com uma descarga ofensiva. Figura 3 (a-e).
• Ele sentia fraqueza ao longo do dia
• Ocasionalmente, ele sentia falta de ar
• Ele apresentava secura na boca, mas sem sede
• No tratamento com insulina para diabetes mellitus, utilizava 20–10 unidades. Em ocasiões de asma grave, o paciente recorria a inaladores de corticosteroides. Caso contrário, nenhum outro medicamento foi utilizado durante o curso do tratamento
• Ele teve infarto do miocárdio 2 anos antes
• Ele tinha um histórico familiar de asma (pai)
• A fome estava aumentada durante a noite e desejava doces e laranjas
• Ele dormia tarde e sobre o abdômen.
Prescrição e acompanhamento
O Medorrhinum ajudou a curar a ferida deste paciente em 3 meses [Tabela 3]. A glicemia ficou sob controle, bem como a insulina foi reduzida progressivamente e suspensa. Após 3 meses, ele interrompeu o tratamento, pois vivia em uma cidade diferente e foi incapaz de continuar. Dois anos depois, houve uma recaída da gangrena no mesmo pé. Neste meio tempo, ele começou a utilizar insulina e verificava constantemente a glicemia sanguínea. Naquela época, o remédio homeopático Arsenicum album foi prescrito [Tabela 3], e o curou em um mês. Dessa forma, ele recebeu tratamento para gangrena duas vezes e com sucesso.
Discussão
O primeiro remédio Medorrhinum foi prescrito com base nos sintomas gerais que o paciente exibia (especialmente o desejo por laranjas, que era forte). Aqui, o caso mostra que ele apresentava uma condição crônica ocorrendo internamente e que a gangrena estava recidivante. Isso indicou que ele precisaria receber um remédio mais profundo, que poderia tocar a camada básica da doença. O Medorrinum é um desses remédios. Portanto, ele limpou a gangrena e aliviou também a sua asma. Sua glicemia também foi estabilizada e mantida sob controle. No entanto, neste caso, a gangrena recidivou novamente porque o paciente voltou a utilizar corticosteroides para a asma, como ele não poderia continuar com o tratamento homeopático. A supressão de sua asma ocasionou uma recaída mais profunda da patologia.
Desta vez, o remédio indicado foi aquele que apresenta sepse e putrefação. [8] Seus outros
sintomas também indicaram o mesmo remédio. Além disso, de fato a gangrena foi bem curada
com o Arsenicum album.




Caso 4
Um homem de 66 anos com gangrena em desenvolvimento no pé direito - Figura 4 (a-c).
• Diabético há 25 anos e tratado com 20 unidades de insulina
• Ele sentia secura na boca, com um pouco de sede
• Ele dormia sobre o lado direito
• Anteriormente, teve gangrena no pé esquerdo e os dedos foram amputados (março de 2006)
• Ele teve um infarto do miocárdio (1989)
• impressão do estudo Doppler mostrou que a artéria femoral superficial direita e a artéria poplítea estavam patentes e apresentavam uma doença moderada com fluxos bifásicos. As artérias tibiais anterior e posterior estavam fortemente calcificadas com fluxos pobres/irregulares. A artéria tibial posterior média direita mostrou um jato, sugerindo estenose de alto grau.
Prescrição e acompanhamento
O remédio homeopático Lachesis ajudou na cura, a gangrena estabilizou-se em 4 meses [Tabela 4].
Discussão 
Lachesis é um dos remédios que apresenta problemas circulatórios. Neste caso, a sintomatologia completa e a patologia (doença arterial) foram cobertas por Lachesis, mas o que se apresentou de forma intensa, foi a relação com a lateralidade do corpo dele. O corpo mostrou uma tendência de desenvolver afecções do lado direito após as manifestações do lado esquerdo. Ele também exibiu uma forte tendência a dormir sobre o lado direito. [6] Estes foram sintomas muito importantes que orientaram o médico na seleção do remédio. Em termos de prognóstico, este caso era muito desfavorável. Dessa forma, obter a cura da gangrena sem a necessidade de recorrer à amputação foi bastante notável.




Caso 5
Um homem de 70 anos que estava com a amputação da mão programada devido a gangrena diabética em 2004. Infelizmente, estão faltando dados do seu caso e um acompanhamento detalhado é difícil de relatar. Os sintomas registrados a partir da discussão em vídeo estão mencionados na Tabela 5 e Figura 5a-d.
Sintomas:
• Fome às 11:00
• Calor nos pés
• desejo de doces.
Prescrição e acompanhamento
O remédio Sulphur 30C foi prescrito para 1 mês, durante o qual a gangrena foi curada completamente.
Nota: Este paciente estava exclusivamente sob tratamento homeopático. Nenhum outro medicamento foi empregado.
Discussão
Este paciente era de uma área rural e como tal, apresentava um estado de saúde muito bem preservado. Os sintomas dele (gerais e locais) foram muito claros e marcantes. Ele não mostrou nenhuma mistura de remédios (o que indica novamente que ele era muito saudável). [9] Portanto, ao considerar os sintomas gerais, o Sulphur foi prescrito, o qual curou completamente a gangrena em um mês.



CONCLUSÃO
Um ser humano não está compartimentado em seus sistemas orgânicos. O corpo funciona e reage como um todo. Além disso, o corpo e a mente formam um complexo completo e devem ser tratados como tal, a fim de melhorar os resultados na saúde. As emoções e os pensamentos têm uma grande influência no funcionamento do corpo. O sistema imunológico não responde apenas aos estímulos externos, mas também àqueles internos, até mesmo aos da mente. A menos que esta integridade seja reconhecida e honrada, poderemos estar limitando a nossa abordagem de tratamento. [3] Ao entender a totalidade do organismo humano, qualquer doença poderá ser tratada com a utilização da força do corpo para se curar. A homeopatia utiliza essa força e impele a capacidade do indivíduo, conforme necessário, para superar os obstáculos da doença.
Nos casos acima, consideramos as feridas não curativas que evoluíram para gangrena. Na oclusão arterial crônica ou doença vascular periférica de longa duração, a circulação colateral geralmente se desenvolve para compensar o vaso ocluído ou inflamado [10,11]. Em determinadas situações, como nas lesões, novos vasos sanguíneos se desenvolvem como parte do processo de cicatrização das feridas. Este processo é automaticamente regulado pelo mecanismo de defesa do organismo. De fato, a cicatrização de feridas é uma orquestra de células imunológicas que atuam em perfeita harmonia e sequência. Para curar uma ferida corretamente, uma sequência de eventos deve ocorrer: hemostasia, inflamação, diferenciação, proliferação e migração seguida pela angiogênese e formação de tecido cicatricial firme. Células imunológicas, como os neutrófilos, também devem remover do local da ferida os resíduos celulares e microrganismos. As células T também desempenham um papel primordial na cicatrização de feridas e formação de tecido cicatricial. [12] Portanto, a cicatrização de feridas é um fenômeno multifacetado. 
Se ocorrer alguma falha (mesmo pequena) em um dos eventos do fenômeno de cicatrização de feridas, resultará na ausência de cura da ferida; a qual poderá progredir para gangrena devido a infecção excessiva. Em tais situações, a homeopatia será benéfica por ter como foco a estimulação do sistema imunológico para o restabelecimento da ordem. [9] Isto é alcançado através da compreensão cuidadosa da doença e a resposta individual do paciente a ela e, em seguida, com a seleção de um medicamento com base nessa percepção. Em outras palavras, a homeopatia considera a totalidade dos sintomas (mesmo aqueles não relacionados obviamente com a patologia), com a patologia em si. Isso faz com que seja criada uma compreensão holística do estado imunológico do paciente. Com o remédio homeopático certo, a inflamação e o processo de cicatrização de feridas se definem e, finalmente, fecham a ferida. Dentro de um curto período, o remédio cura a gangrena, controla a infecção e estabelece a circulação. Além disso, a Homeopatia é vantajosa porque o estado geral do paciente é preservado durante todo esse processo de cura da gangrena. Em casos diabéticos, observa-se também o controle dos níveis glicêmicos no sangue. A homeopatia pode ajudar a preservar a integridade do organismo em grande proporção. De fato, casos de amputação aparentemente inevitáveis (de acordo com a medicina convencional) podem responder surpreendentemente à Homeopatia e podem ser salvos. No entanto, a limitação para este método é a experiência do homeopata. Para avaliar a condição e posteriormente o progresso do paciente, o homeopata deve estar bem equipado com o conhecimento da patologia e das leis da homeopatia. Ele também precisa de uma percepção aguçada, sem a qual, lidar com esses casos potencialmente fatais não é recomendado. Além disso, de forma prática, o tempo é uma limitação. Há muito pouco tempo para o homeopata mais experiente cuidar dessas situações muitas vezes terríveis. Geralmente, um médico homeopata clássico consegue avaliar o prognóstico dentro de 24 horas da prescrição do remédio e entender (de acordo com as leis da cura), para onde o caso irá progredir. No entanto, em alguns casos, até mesmo esse tempo poderá ser fatal. Não há tempo para decidir pelo remédio correto após um erro.
Os relatos de casos acima fornecem claramente uma justificativa para o uso da homeopatia no tratamento de gangrena. É primordial a realização de um estudo interdisciplinar dos casos de gangrena tratados com a homeopatia, com a utilização das técnicas de imagem e patologia mais recentes. Esses relatos de caso são indicativos das possibilidades a serem alcançadas com estes tratamentos pioneiros. O fardo da amputação poderá ser bastante reduzido, com maior cooperação entre as disciplinas terapêuticas, e o tratamento poderá tornar-se holístico e centrado no paciente.
Suporte Financeiro e Patrocínio
Nenhum.
Conflitos de interesse
Não há conflitos de interesse.
REFERÊNCIAS
1. Advancedamputees.com. Amputee Statistics You Ought to Know; 2014. Available from: http://www.advancedamputees.com/ amputee-statistics-you-ought-know. [Last accessed on 2014 May 20].
2. Kurichi JE, Bates BE, Stineman MG. Amputation. In: Stone JH, Blouin M, editors. International Encyclopedia of Rehabilitation; 2010. Available from: http://www.cirrie.buffalo.edu/encyclopedia/en/ article/251/. [Last accessed on 2014 May 23].

3. Cousin N. Anatomy of an Illness as Perceived by the Patient. 1st ed. New York: Norton; 1979.

4. Ertl JP, Brackett WJ, Ertl W, Pritchett JW, Calhoun J, editors. Medscape: Medscape Access; 2014. Emedicine.medscape. com. Available from: http://www.emedicine.medscape.com/ article/1232102-overview. [Last accessed on 2014 May 20].
5. George V. Essence of Materia Medica. New Delhi: B Jain; 1990.
6. Vithoulkas Compass. N.P; 2014. Available from: http://www. Vithoulkascompass.com. [Last accessed on 2014 Feb 23].
7. Samuel H, Boericke W, Krauss J. Organon of Medicine. New Delhi: B Jain; 1992.
8. Kent JT. Lectures on Materia Medica. New Delhi: Jain Publishing; 1985.
9. Vithoulkas G, Woensel E. Levels of health. 1st ed. Alonissos, Greece: International Academy of Classical Homoeopathy; 2010.
10. Macchi C, Giannelli F, Cecchi F, Corcos L, Repice F, Cantini C, et al. Collateral circulation in occlusion of lower limbs arteries: An anatomical study and statistical research in 35 old subjects. Ital J Anat Embryol 1996;101:89-96.
11. Murrant CL. Structural and functional limitations of the collateral circulation in peripheral artery disease. J Physiol 2008;586 (Pt 24):5845.
12. Gawronska-Kozak B, Bogacki M, Rim JS, Monroe WT, Manuel JA. Scarless skin repair in immunodeficient mice. Wound Repair Regen 2006;14:265-76.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

HOMEOPATIA E EMAGRECIMENTO

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Homeopatia uma especialidade que vem sendo bastante utilizada como proposta coadjuvante na terapia de doenças agudas e crônicas, pois demonstra segurança, eficácia, efetividade e eficiência frente a medicina convencional. 


Como a homeopatia preocupa-se em tratar o indivíduo como um todo e não a doença, essa especialidade de saúde pode contribuir e muito no tratamento da obesidade. 

A obesidade é o distúrbio nutricional mais comum. No Brasil mais de 50% da população em idade adulta está bem acima do peso. Para quem sofre por causa do excesso de peso o indicado é manter uma dieta equilibrada e exercícios físicos, que vão ajudar na perda de peso. Uma grande quantidade de pessoas em todo o mundo utiliza medicamentos homeopáticos para gerenciar a perda de peso. Nos casos onde a pessoa mantém uma dieta equilibrada a homeopatia pode desempenhar um papel importante na superação do excesso de peso e da obesidade, pois eles não provocam efeitos colaterais e tratam a pessoa de forma integral com suas ansiedades, desejos, insatisfações, desiquilíbrios emocionais e personalidade.


Não existe um medicamento homeopático específico que trata a obesidade e sim aquele que cobre o maior número de sintomas fïsico-orgânicos, emocionais, mentais e energéticos conforme o momento de vida de cada pessoa. Escolher o medicamento homeopático certo para a perda de peso é extremamente importante para o sucesso do tratamento. 




Importante é que os medicamentos homeopáticos também podem ser usados por crianças no combate ao excesso de peso.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Homeopatia dos Sentimentos

Toda a base e a filosofia da Homeopatia estão voltadas para o que sentimos, o que somos, onde vivemos e como vivemos, é o chamado sentimento aflorado. Em uma determinada época da vida isso se torna como um poderoso e penoso fardo, muitas vezes insuportável de se carregar. Para cada medicação possuímos a observação clara de sentimentos, fobias, desejos, sonhos, pensamentos repetitivos e reações corpóreas. Assim procuramos a causa e não a conseqüência, o que somos e não o que nos tornamos, da onde viemos e não para onde vamos, a nossa essência e não a nossa superficialidade.

O relato feito por Hahnemann, Kent, Egito e Max Tétau, nos dá condição de analisarmos da seguinte forma uma breve exploração de identificação dos miasmas:

A Psora relata o medo ansioso, a angústia existencial, a tristeza, as funções mentais bloqueadas, a hipersensibilidade, o sofrimento, a bulemia, e possui dois grandes nomes: o Sulphur e o Psorinum.
A Sicose possui um medo irracional, possui uma ansiedade que lhe provoca distúrbios agressivos e de personalidade, e se torna compulsivo. Possui dois fortes indicadores de tratamento, a Thuya Occidentalis e o Medorrhinum.
O Sifilinismo traz a melancolia, a intolerância, o suicídio, a depressão maníaca e nele encontramos o Mercurius Solubillis e o Luesinum.
O Tuberculinismo possui a sua tendência maior na depressão e na esquizofrenia. Muda de humor como muda de roupa. Observa-se o Phosphorus e o Tuberculinum.
O Cancerinismo é a perda do controle mental, nele existem a angústia a depressão e a ansiedade. Observa-se o Conium Maculatum e o Carsinosinum.

De acordo com as referências do Dr. J-P Elbaz, Kent, Bar, Vijnovisky e outros, as medicações são aplicadas em suas fases agudas e crônicas, em estruturas de sintomas mentais e físicos. Na idade mais avançada, ficam muitos sentimentos e recordações, e estas lacunas são a porta de entrada para a maioria das doenças nessa fase da vida. Na terceira e na quarta idade, as referências tocam bastante no que diz respeito à Arnica Montana, Ignácia Amara, Hypericun Perforatum, Kali Bromatum, Lachese, Sépia e tantos outros. Sentimentos como nostalgia, depressão, tristeza e solidão não são sentimentos exclusivos da idade mais avançada, pode e alcança homens e mulheres em todas as faixas etárias. O que vemos e observamos é que é na terceira e na quarta idade que estes sentimentos ficam mais latentes e acabam por ser confundidos com estruturas normais da idade, levando ao descaso e ao adoecimento para depois chegar na doença propriamente dita. São considerados Distúrbios Neuropsíquicos: (1) a depressão, (2) a ansiedade e (3) a angústia[1]:
1- DEPRESSÃO:
A depressão ocupa hoje, um padrão alto de análise e complexibilidade. Chama-se depressão todo estado patológico de sofrimento caracterizado pela diminuição do sentimento de valor pessoal, pelo pessimismo e uma inapetência em relação à vida. Segundo Elbaz (1996) a depressão deve ser observada sobre as seguintes medicações:

A Pulsatilla é possuidora de uma dependência afetiva muito grande (ELBAZ, 1996), e poderá chegar ao suicídio e a loucura se for trocada pelos que ama. Seu movimento é sempre feito em família e nunca teve obrigações que a levassem a decidir nada – ao ser consolada sua melhora é rápida, o que a faz ser diferente de outra medicação bastante resoluta, o NatrumMuriaticum. O Aurum Met. já num estado psórico prepara a sua morte – suicídio, após uma autocrítica severa, isolamento e o desgosto consigo mesmo. Raramente ele falha em sua finalidade. A Sépia de linhagem tuberculinica, vem acompanhada na idade avançada pela insuficiência hepática e na maioria das vezes pelo prolapso uterino[2]. O choro está ligado à tristeza e a irritabilidade, e ela briga pela sua solidão constante. Usa-se nos estados depressivos mais graves e que estão ligados a anorexia. A sépia sabe que no estado mais avançado de sua vida não pode agir só.
Outro medicamento muito usado por Elbaz é o Tuberculinum, que apresenta uma sensibilidade incrível e visível pela música, mas sofre por não estar bem em nenhum lugar (KENT/HAHNEMANN). Torna-se extremamente melancólico e geme por todos os motivo. Podemos também citar como referência a grande influência da hereditariedade.

Elbaz defende ainda dois tipos de depressão:
a)    Depressão Reacional;
b)    Depressão de Involução.

a) Depressão Reacional, está diretamente ligada a uma agressão ou a um traumatismo, do tipo abandono ou luto. Desta forma existem três eventualidades mais comuns:
a.1) A sobrecarga traz consigo uma fraqueza absurda que leva ao estado de depressão (apatia) – Phosphoricuc Acidum - CH9 a CH 15 – não é capaz de juntar as idéias por causa da sobrecarga. Cocculus de CH 9 á CH 30 deve ser utilizado quando a tristeza vem com irritabilidade continua/costuma ser acompanhada de vômitos e náuseas ao andar de carro;
a.2) A mágoa antes da depressão traz dois medicamentos ricamente descritos – Ignátia e Natrum Muriaticum, ambos em CH9 até CH 30. A Ignátia traz a análise, segundo Elbaz, voltada para o sentimento pessimista e penas, o rir sucede ao choro, a agitação se transforma rapidamente em sofrimento. O paradoxo define melhor este estado. Estudos ainda trazem a essência do ambiente em energia perversa. O Natrum Muriaticum terá uma agravação a ser consolado e terá cefaléias periódicas ou crônicas (Nijnovisky/Elbaz); e
a.3) Elbaz ainda descreve a Depressão Pós-Menopausa, não em sua totalidade para o sexo feminino, porém acomete muitas mulheres e um tratamento adiado, uma postura não observada, pode ser o fator que faltava para o adoecimento. A Sépia possui um estado mental negro e totalmente indiferente para com os seus e o Lachesis segundo Hering, possui uma grande irritabilidade e fadiga intensa pela manhã. O ódio, a vingança e mesmo a crueldade estão muito presentes. Não justificam o ciúme, possuem o sono leve e sonham com enterros, mortos e fantasmas freqüentemente. Engana-se sobre as horas e os dias. Observar as diferenças com o Stramonium e o Medorrhinum, pois também possui muito forte a intelectualidade noturna.
b) Depressão de Involução, acomete aos que já passaram dos 60 anos é nervosa e traz consigo a ansiedade, a agitação e a hipocondria. Os medicamentos como Phosphorus, Phosphoric Acidum, Kali Phosphoricum e Bromatum, Baryta Carbônica (CH 15 Á 30) eArsenicum Álbum (CH15 Á 30) – segundo Elbaz (1996), são os mais utilizados. Nas descrições de Hahnemann e Elbaz se observa à anemia e a pele escamosa, edemas localizados, maníacos pela arrumação, avarento, egoísta e com tendência a nevralgia facial, verificar que o quadro está torto na parede.

2. ANSIEDADE:

No que diz respeito às Doenças Agudas e no seu estado aflorado, em plena crise e no auge da crise, Bernardo Nijnovisky[3] aponta a ansiedade como sintoma mental e usa uma série de 10 medicações para base de pesquisa no tratamento. Nijnovisky aponta:
a)    Sulphur para os sentimentos de culpa e religiosidade excessiva ligadas a pressão sobre o peito para que seja perdoado dos seus pecados e sempre com um horário que chega a noite, antes da meia noite – horário em que deve estar deitado;
b)    Pulsatilla (KENT/HAHNEMANN/NIJNOVISKY) chega definindo o medo do futuro e de suas doenças, provocando uma ansiedade com calafrios e febres ao entardecer. Não suporta se cobrir;
c)    Nitric Acidum possui ansiedade por vigílias noturnas com medo da morte e excessivo esforço mental;
d)    Argentum Nitricum;
e)     Nux Vômica;
f)      Phosphorus;
g)     Aconitum Napellus e outros em suas referências no livro “Doenças Agudas”. A ansiedade é tratada por Banclichkeit, como um sintoma de psora de adoecimento mental acompanhado ou não de dor e que pode ser observado durante o dia e a noite. (Doenças Crônicas segundo Hahnemann). Segundo Elbaz (1996), a ansiedade é a viva inquietação oriunda da incerteza de uma situação, da apreensão de um acontecimento. Ele ainda qualifica três medicações muito importantes para essa análise:
h)    Luesinum que ele chama de nosódio da vida moderna, devido a sua precipitação, seu estresse com tudo, sua febrilidade. Elbaz o qualifica como sifilítico – adquirido ou hereditário – lava as mãos com freqüência, possui um temor desmedido da ruína e perda de memória para as coisas muito conhecidas, o que agrava a sua ansiedade;
i)      Lycopodium – medicamento psoroluético – perde o controle com crises entéricas, autoritário, cóleras explosivas, tem horror as pessoas e sempre fala com autoritarismo – chega a idade avançada preocupado com o envelhecimento físico e psíquico – prematuramente já é um velho. O Lycopodium apresenta artrite reumatóide, cistite catarral, desordem urinária e dos rins, digestivo, doença de pele e irritação, estimular o útero, febre, gastrite, trauma. O trauma do Lycopodium vem desde a infância. Bar acredita que esse desfecho se dá na adolescência, quando a personalidade esta prestes a se firmar, a sede de poder a qualquer preço. Uma sensível pesquisa feita com o paciente, revela a preferência do Lycopodium por sapatos e seu fascínio por lobos; e
j)      Coffea – esta pessoa sofre todas as influências e as reações maléficas do café. Constrói planos e projetos a noite, sem conseguir se desligar. É hipersensível em todos os sentidos. Moreno o qualifica como medicação com hereditariedade ou contado excessivo (ex: trabalhadores de cafezais) e pontua a alternância de choro e risadas – crise de ansiedade com agitação.

3. ANGÚSTIA:

A angústia é a inquietação profunda, medo intenso originário de um sentimento de ameaça iminente e acompanhada de sintomas neurovegetativos, como espasmos, tremores, dispnéias... Elbaz qualifica 10 medicamentos de pesquisa:
a)    Ignácia – O rei dos tranqüilizantes. Kent e Brun a mencionam nas histerias e os homeopatas franceses a observam nas perdas de amor recente. Na maioria das vezes a mulher se predispõe a Ignácia (Elbaz/Brun/Kent).
b)    Gelsemium – O medicamento do medo por excelência – angústia superaguda, paralisação das reações motoras e intelectuais, distúrbios neurovegetativos. Pode se apresentar após um susto, uma súbita emoção ou mesmo uma má notícia (Elbaz/Lathyrus/Brun). Por intoxicação com a planta. Segundo alguns autores –Gelsemium é para o pânico da prova – normalmente apresenta diarréia de nervoso.
c)    Argentum Nitricum – linhagem luética – Angústia por impaciência, ansiedade de antecipação – obs. Vertigem por tudo, medo de multidão, fóbico.
d)    Ambra Grisea – Extremamente angustiada por qualquer coisa, chora muito, sua mágoa original vai para a depressão. Obs: lentidão respiratória e cardíaca.
e)    Actaea Racemosa – caracterizada pelo medo de tudo. Sua angústia a torna incoerente e confusa – no final há possibilidade de uma depressão melancólica.
f)     Lilium Tigrinum – medicamento histérico, com angústia depressiva mental, lamenta e chora muito. Obs: Natrum Muriaticum, Helonias, Actea Racemosa – excitação sexual forte e agitação febril.
g)    Aconitum – angústia brutal, medo superagudo e aspecto de Sulphur, prediz a hora de sua morte, fóbicos de cair, morrer e etc...Insônia com pavor, agitação e angústia.
h)   Arsenicum Álbum – é o medicamento da ansiedade angustiada, da agitação e do medo da morte. Parece idoso e envelhecendo antes do tempo, fatalismo diante do abismo, extrema fraqueza, resignação pela morte. Obs: Aconitum.
i)     Glonoinum – Sempre após uma violenta emoção. É um verdadeiro estado de choque. Apreensão mortal, medo forte da morte, amnésia de lugares e entes queridos. Medicação de crise.
j)     Opium – semelhante a Gelsemium – o diferencial é que o seu medo permanece nos olhos. Somatiza afonia, fezes involuntárias, paralisação intestinal e retenção de urina.
O Dr. Jean-Pierre Elbaz em seu livro “Tratado de Geriatria Homeopática”, defende as fobias dentro da análise da angústia. São definidas em três: (a) neurose de angústia, (b) neurose ansiosa com tendência fóbica, e (c) fobia sistemática.

Dentro dessas fobias, a investigação do homeopata deve ser direcionada a retirar o condicionamento da angústia e para tanto, Elbaz coloca como medicamento principal oArgentum nitricum e o Luesinum como seu complementar no caso do comportamento neurótico. 
O quadro abaixo indica as principais fobias e seus medicamentos de estudo para a terceira idade, a quarta idade ou seja, para todas as idades.

AS PRINCIPAIS CIRCUNSTÂNCIAS FÓBICAS
01
O medo da morte
Aconitum, arsenicum álbum, nitric acidum, alumina, natrum sulfuricum.
02
O medo das doenças
Contagiosa (calcária carb, luesinum), Câncer (thuya, hydrastis, veratrum álbum), Do mal de viver (actea racemosa, ignátia, calcarea carbônica).
03
O medo da sujeira, dos micróbios.
Lava as mãos o tempo todo – Luesinum.
04
O medo de ser incurável
Arsenicum álbum, aconitum, nitric acidum, petroleum.
05
O medo da loucura (luético).
Lilium tigrinum, Lachesis, muitos medos de tudo (calcarea carbônica), Argentum nitricum, Actaea racemosa.
06
Claustrofobia
Actaea racemosa, argentum nitricum, Arsenicum álbum (medo do caixão), Lachesis (do abafamento).
07
O temor de uma infelicidade eminente.
Causticum, Psorinum, Phosphorus.
08
Medo do futuro
Thuya (ansiedade ruminada), Baryta Carbônica (fadiga mental), Psorinum (fadiga física e mental).
09
O medo da solidão
Arsenicum nitricum, arsenicum álbum, Hyosciamus e Stramonium, Causticum, Conium, Kali carbonicum.
10
O medo do escuro
Causticum, Stramonium, Phosphorus.
11
O medo de fazer qualquer coisa.
Lycopodium, Silicea, Sépia.
12
O medo do contato.
Arnica, China, Cina, Antimonium Crudum.
13
O medo da multidão
Argentum nitricum, Aconitum, Ignátia.
14
O medo das novas pessoas.
Baryta carbônica (um esclerótico), Ambra grisea (um depressivo chorão).
15
O medo de estar arruinado.
Calcarea Fluórica, Luesinum, Psorinum.
16
O medo dos ladrões
Natrum muriaticum
17
O medo dos objetos pontiagudos
Silicea (de vacinas, agulhas e injeções), Alumina (facas), Spigelia.
18
O medo do vendo
Thuya (diferenciar da agravação pelo vento: Chamomilla).
19
O medo dos animais
Tuberculinum residuum, China – Hyosciamus, Stramonium (luese).
20
As fobias e obsessões sexuais
Stapysagria, Phosphorus, Plaitna, Origanum, Tarêntula Hispânica, Stramonium.


[1] Dr. J.P. Elbaz, Tratado de Geriatria Homeopática. São Paulo: Organização Andrei, 1996
[2] VIJNOVISKY, Bernardo: Doenças Agudas. Apostila
[3] VIJNOVISKY, Bernardo: Doenças Agudas. Apostila
Elisa M. Costa - cedida por  Esp. em Homeopatia/Fitoterapia/MTC 
Homeopatas dos Pés Descalços

sábado, 28 de setembro de 2019

Aposte na Homeopatia - método seguro quando bem aplicado e seguido de boa avaliação

#homeopatiajundiai

Os benefícios da homeopatia são inúmeros e contemplam principalmente quem deseja um tratamento abrangente, personalizado e efetivo.


É comum encontrarmos pacientes que eram descrentes com esta prática médica, mas mudaram de ideia ao perceber que a homeopatia vale a pena. A efetividade é tanta que o Conselho Federal de Medicina a reconhece como uma especialidade desde 1980.

Apesar de a aprovação ter sido reconhecida há quase 40 anos, o método é muito anterior: foi criado há mais de 220 anos pelo médico alemão Samuel Hahnemann.

Descontente com a medicina da época, ele questionou os princípios dos medicamentos então utilizados, os quais consistiam no combate a doenças por meio de compostos completamente contrários a elas.

Após testes e pesquisas baseados em preceitos ainda mais antigos, Hahnemann desenvolveu a cura pelos semelhantes. A técnica baseia-se na escolha de compostos naturais com potencial de causar os mesmos sintomas da doença, neutralizando-os pela diluição e fazendo com que passem a atuar em defesa do equilíbrio do organismo e, consequentemente, contra a doença.

Desde então, a homeopatia se desenvolveu e se consolidou como uma maneira de prevenir e tratar doenças em bebês, crianças, adultos e idosos de maneira definitiva e menos agressiva.


Por que homeopatia faz bem?

Dar preferência ao uso de remédios homeopáticos ao invés dos alopáticos – nome dado às drogas tradicionais – traz uma série de benefícios.

O principal diferencial está no fato de que a prática leva em consideração a energia vital que regula cada indivíduo, tratando o organismo como um todo. Assim, as causas e consequências de determinado desequilíbrio são resolvidas, ao invés de apenas os sintomas. Com isso, há redução da probabilidade de retorno da doença, ou seja, uma cura realmente completa.

Além disso, não há risco de efeitos colaterais ou dependência, já que não há elementos nocivos nas composições.

O que a homeopatia trata?

A homeopatia trata doenças crônicas como rinite, diabetes, enxaqueca, hipertensão, artrite reumatoide e outras, além de doenças agudas como infecções do trato respiratório superior (amigdalites, otites, sinusites), pneumonia, problemas gastrointestinais, entre outros.

Também fortifica o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo de vírus, bactérias e outros agentes patológicos.

  • Distúrbios mentais, como depressão, ansiedade e síndrome do pânico, também podem ser tratados com homeopatia, com excelentes resultados.

É preciso lembrar que, apesar de todas as vantagens da homeopatia fazer bem, cada indivíduo é único e, dependendo do grau de adoecimento, pode ser necessário um acompanhamento paralelo com a medicina tradicional, alopática além da Homeopatia até que se equilibrem as forças vitais do organismo e possa seguir apenas e para sempre com a Homeopatia.